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domingo, 21 de junho de 2009

Águia de Marabá luta para ter seu estádio

O Corinthians (SP), um dos times de maior torcida do futebol brasileiro, manda as suas partidas no Pacaembu – com capacidade para 40 mil torcedores - já que a sua casa, o estádio do Parque São Jorge, não pode comportar jogos oficiais. Guardada as devidas proporções, o Águia de Marabá vive situação parecida com o clube paulista. Sem uma praça esportiva à altura de abrigar o torcedor marabaense, a trajetória meteórica que o Azulão vem trilhando nos últimos tempos é ofuscada por não ter um estádio com grande capacidade e conforto.

Apesar de ter sido fundado em 1982, foi somente no ano de 1999 que o Águia passou de amador para profissional. De lá pra cá, os marabaenses mandam as suas partidas no estádio Zinho Oliveira, que no Campeonato Paraense foi liberado com capacidade de 2.500 expectadores, incluindo uma arquibancada metálica. Já para o Campeonato Brasileiro da Série C, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), liberou o “velho Zinho” para uma condição pífia de 800 pessoas.

Dessa forma, a diretoria do Azulão fez uma parceria com a prefeitura de Parauapebas para que seus jogos fossem feitos no estádio Raimundo Roseno, o “Rosenão”, que possui capacidade para no máximo 5.000 torcedores. Mas, no decorrer da semana, em virtude da partida entre Águia e Paysandu, a carga total do “Rosenão” praticamente “evaporou no ar” em pouco tempo, já que a fama do torcedor paraense em ser apaixonado por futebol não se restringe apenas à capital do Pará.

“As pessoas às vezes não sabem, mas o Águia tem uma grande torcida em todas as regiões sul e sudeste do Pará. Até do Maranhão recebemos mensagens de pessoas que torcem pelo clube. O Zinho Oliveira tem pouco espaço e não dá conforto para o torcedor que queira trazer sua família para assistir aos jogos. Nesses dez anos de profissionalização do Águia, estamos lutando de todas as formas para que seja construído o estádio de Marabá”, disse o presidente do time aguiano, Sebastião Ferreira, mais conhecido como Ferreirinha.