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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Aleílson pode formar o ataque ao lado do Imperador

Há pouco mais de um ano e seis meses a rotina de Aleílson se resumia a trabalhar em uma fábrica de rodos e vassouras no interior do Pará e se divertir nos fins de semanas jogando peladas com índios da aldeia Kikategê. Bom de bola, a preocupação estava somente no sustento da família e o futebol não passava de brincadeira.
No último mês a realidade do atacante paraense tem sido bem diferente. Logo no primeiro treino como jogador do Flamengo corridas ao lado de Adriano, e, no próximo domingo, às 16h, no Couto Pereira, a possibilidade de estrear diante do Coritiba. Com apenas 24 anos, o atacante veio do Águia de Marabá (PA) e foi o único aprovado em um “vestibular” realizado por Cuca com promessas da Copa do Brasil. Provável substituto de Emerson, que é dúvida para o duelo com o Coxa, o próprio Aleílson se surpreende com sua história. - Sempre joguei na várzea. Trabalhava e jogava com os índios nas horas vagas. Mas o Águia (de Marabá) fez um amistoso na minha cidade, Morada Nova (PA), fui bem e recebi o convite.
No início não queria ir para não perder o emprego, mas depois fomos campeões do primeiro turno do paraense e tudo deu certo. Agora estou aqui no Flamengo. Companheiro de quarto de Adriano em sua primeira convocação, para a partida contra o Atlético-PR, Aleílson se destacou no coletivo realizado nesta quarta no Ninho do Urubu.
Ainda tímido diante das câmeras, ele mostrou paciência, mas não escondeu a ansiedade para estrear. - Já fui para o banco e estou trabalhando forte há um mês. Quando pintar a oportunidade, quero assumir com responsabilidade e fazer o melhor para o Flamengo. Vou fazer de tudo para ter uma vaga entre os titulares. O importante é mostrar serviço.
Muitas coisas boas têm acontecido comigo. Caso o Sheik seja vetado, o paraense disputa a vaga com Josiel e vende seu peixe. - Meu jogo é mais pelas pontas, com o mesmo estilo do Emerson. Espero substituí-lo bem quando tiver a oportunidade para não prejudicar o Flamengo.
Apesar da aprovação de Cuca, o vínculo de Aleílson com o clube é de apenas três meses. Entretanto, ele confia em um período mais longo na Gávea. - Vai depender de mim.