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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Redenção: a capital dos hackers

Em Redenção se tornou comum o crescimento econômico de muita gente, pessoas que começaram há pouco tempo no mercado e hoje exibem grandes empreendimentos que não são compatíveis com o giro do comércio. São os falsos empresários que se aproveitam dos serviços criminosos de jovens que atuam como hackers, eles roubam dinheiro de contas bancarias para pagar boletos e duplicatas para muitas empresas de variados ramos comerciais em Redenção. Segundo a Polícia Federal no Pará, a maior concentração desse crime está em Redenção, na Região Norte do Brasil, a cidade polo do sul do Estado também aparece como uma das mais influentes em crimes cibernéticos.
Muitos empresários de vários ramos reclamam que as pessoas que utilizam os serviços criminosos estão prejudicando o comércio local. “Eles pagam suas duplicatas através de hackers, por isso vendem tudo baratinho, assim não tem como concorrer”, desabafou um empresário que não quis se identificar. Nesta ciranda criminosa, muitos empresários e até órgãos públicos aproveitam da situação para comprar em valores bem abaixo das tabelas oficiais, assim ajudando a submeter o mercado ao declínio e se beneficiando da rede criminosa. Os comerciantes e empresários reclamam da invasão dos crimes cibernéticos, e afirmam que em Redenção é grande a lavagem de dinheiro roubado das contas bancárias através da internet. Jovens que se dedicam a apreender, produzir e manusear programas que invadem contas bancárias sacam dinheiro e pagam boletos e duplicatas de forma fraudulenta.

Segundo a Polícia Federal, dos 139 mandatos de prisão expedidos semana passada na operação ‘trilha’, em média de 10% foi contra pessoas de Redenção que hoje operam de outras partes do Brasil trabalhando para comerciantes de Redenção, onde é comum você ouvir citações de pessoas que vem crescendo no mercado de forma desproporcional a sua renda, incorporando investimentos e ampliações que não condiz com o giro de mercado.

Como funciona a quadrilha

Existem os programadores, esses são os considerados pela Polícia Federal os ‘cabeças’, são eles que dão origem ao crime. São vários programas diferentes, mas o mais popular é o ‘Trojan’, que é enviado para terminais de computadores e captam informações como números de contas e senhas, apartir daí fica fácil o saque de dinheiro das contas bancárias. Eles roubam dinheiro em estados diferentes. Os programadores vendem cada programa pelo valor médio de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais) e cada atualização ficam em média por R$ 500,00 (quinhentos reais).

Quem são os presos

Na operação trilha que foi deflagrada semana passada e ainda está acontecendo. Foram presas três pessoas em Redenção: Bruno Santos Pereira (19 anos); Zacarias Venâncio Correia (25 anos) e Thyales Leão Gomes (21 anos). Eles estão presos na penitenciária de Redenção. Com um deles foi encontrado um revólver, calibre 38, além de munição de armas de uso restrito das forças armadas. O três presos em Redenção são considerados ‘peixes pequenos’, pois na verdade o foco maior das investigações está em cima dos ‘programadores’. Na mesma operação a Polícia Federal prendeu cinco programadores, destes, três são de Redenção. Eles foram presos em outros Estados de onde produziam os programas e mandavam para Redenção.

Para garantir segurança às investigações, a Polícia Federal não revelou os nomes e nem onde eles estão presos. Os três que foram presos em Redenção, além de armas ainda foram pegos com seis veículos, sendo três carros: um Ford F-250, placa JFZ 8549 de Brasília DF; um Ford Astra, placa JVP 5638 de Redenção e um Volkswagen Bora, placa JGD 2370 de Redenção-PA, além de três motos.

Segundo o Delegado Marcelo Seiler, os carros e motos apreendidas em poder dos acusados podem está alienados em nomes de laranjas e pagos por fraudes via boleto bancário, mas tudo ainda está sendo investigado pela central da Polícia Federal. (Fonte: A Notícia)