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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ruralistas se unem contra discriminação

Os produtores rurais do Pará decidiram, quarta-feira 17) que vão fazer uma grande campanha no País pelo cumprimento das legislações ambiental e trabalhista em todos os Estados brasileiros. O prefeito de Pau D’arco e vice-presidente da Associação dos Municípios Araguaia-Tocantins, Luciano Guedes (PDT), declarou que os ruralistas já contam com o apoio de toda a bancada de deputados federais e senadores do Pará em Brasília para iniciar a campanha.
Ele defende que o movimento deve exigir, por exemplo, as licenças ambientais de todas as atividades produtivas existentes atualmente no Brasil. Cita como exemplo as plantações de arroz nas várzeas do Rio Grande do Sul, os canaviais de São Paulo, além do café e do leite em Minas Gerais.
Para Luciano Guedes, 80% dessas culturas estão sendo produzidas hoje em áreas que não são licenciadas, o que também abriria precedente para embargos ambientais pelo Ministério Público Federal de cada um desses Estados. 'A lei deveria ser igual para todos. Eu achava que era brasileiro, que vivia sob a égide de uma mesma Constituição. Mas agora acho que não sou brasileiro, não. Aqui no Pará somos discriminados', rechaçou.
Político e líder ruralista das regiões sul e sudeste do Estado, ele adverte que o embargo ambiental proposto pelo Ministério Público Federal à carne bovina do Estado vai significar 'o fim dessas regiões'.
Em reunião polêmica realizada na Sedect (Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia), quarta-feira (17) o presidente da Federação da Agricultura do Pará (Faepa), Carlos Xavier, continuou discordando dos critérios de seleção de produtores para compra da produção de gado do Estado. 'Essa reunião está mostrando para nós que os frigoríficos são mais importantes do que a produção da pecuária', disse, irritado.