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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ENTREVISTA: deputado federal (PDT-PA) Giovanni Queiroz

Giovanni Queiroz: o Brasil precisa do estado do Carajás por seu potencial e suas riquezas minerais

O sul do Pará que virar uma nova estrela na bandeira do Brasil. O principal articulador da criação de outro estado na região, o de Carajás, é o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), para quem isso representa sinal de progresso e desenvolvimento aos municípios que integrarão a nova unidade da federação. Para viabilizar o novo estado, Giovanni Queiroz defende urgência na votação de proposta de sua autoria que visa a convocação de plebiscito para a criação de Carajás. O deputado lembra que sua atuação parlamentar está centralizada na criação do novo estado.

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Qual a argumentação para se criar mais um estado no Brasil?
GIOVANNI
Primeiro, para acabar com o sofrimento de cerca de 1,3 milhão de pessoas que penam com a deficiência nas áreas de educação, saúde, segurança pública, saneamento, transportes e energia elétrica. Significa também romper a ponte que liga as regiões sul e sudeste do estado do Pará à exploração secular dos governantes do estado. A região na qual se pretende criar Carajás se desenvolveu extraordinariamente nos últimos anos, graças a uma conjugação de fatores que permitiram superar as dificuldades causadas pelas enormes distâncias e pela falta de investimentos em infraestrutura física e administrativa. A criação do estado é projeto que une dezenas de municípios em busca de desenvolvimento social, uma vez que a região sul é historicamente abandonada e esquecida pela capital, Belém, que fica a 500 km de distância, o que não permite a presença eficaz do poder público.
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Que região do Pará seria abrangida por Carajás?
GIOVANNI
A área está localizada no sul/sudeste do Pará, abrangendo 39 municípios que totalizam 296 mil km2, e uma população de 1,3 milhão de habitantes, com densidade demográfica de 4,55 habitantes por km2. Nessa área, estão a represa de Tucuruí e a Serra dos Carajás, maior província mineral do planeta.
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De que forma o novo estado se sustentaria?
GIOVANNI
Temos hoje, no local, um tripé econômico consolidado capaz de prover sustento e propiciar progresso para seus habitantes. Temos potencial agropecuário, com um solo apto para a intensificação da produção e a colocação de um rebanho de até 20 milhões de cabeças. É muito forte também a indústria madeireira. Por último, temos a exploração mineral e a sua verticalização, com inúmeras empresas investindo, gerando emprego e renda à região.

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De onde vem sua convicção de que a criação de um novo estado vai gerar progresso e desenvolvimento?
GIOVANNI
Basta ver os dois últimos estados criados, o Mato Grosso do Sul e o Tocantins, que são, hoje, altamente desenvolvidos e com brilhante contribuição ao crescimento do País. Com o potencial que temos no sul e sudeste do Pará sendo gerido diretamente pelo poder ali instalado, nossa estrela irá brilhar com fulgor na bandeira brasileira.
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Como o senhor avalia a questão da preservação da Amazônia?
GIOVANNI
Entendo ser necessária a adoção de um novo modelo de exploração da floresta, pois o plantio de árvores rende muito mais que a agricultura. Quero a Amazônia produzindo para o Brasil, sem o patrulhamento que o Estado faz sobre a região, como se com isso pudesse impedir a ocupação que se dá pelo desmatamento.