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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Hospital Regional de Redenção ganha atendimento de terapia ocupacional


A terapia ocupacional (TO) é uma profissão de saúde com mais de 40 anos de existência, mas pouco conhecida pela população e até mesmo pelos profissionais de saúde.
O terapeuta ocupacional é um profissional que está habilitado para realizar atividades de reabilitação, que permitem ao paciente desenvolver tarefas ocupacionais importantes para sua independência, como, por exemplo, escovar os dentes, pentear o cabelo, amarrar o cadarço, escrever, e empurrar a cadeira de rodas.
Num hospital como o Hospital Regional Público do Araguaia, que recebe muitos pacientes que sofreram traumatismo, o TO tem muito trabalho a fazer. “Com alguns instrumentos simples podemos ajudar o paciente a desenvolver habilidades momentaneamente perdidas, e que podem contribuir para que ele tenha mais auto-estima. Também podemos ajudar aquelas pessoas que perderam algumas habilidades de forma definitiva, criando estratégias para que elas saibam usar ao máximo os movimentos que ainda têm e assim, serem independentes”, explica a terapeuta ocupacional Luiziane Assunção.
O trabalho do terapeuta ocupacional ainda é muito confundido com o do fisioterapeuta. “Trabalhamos de forma bem diferente, apesar de que podemos, sim, desenvolver um trabalho em conjunto para o bem estar do paciente. O TO não se preocupa com a recuperação de toda a potencialidade física do paciente, mas sim em ajudá-lo a desenvolver atividades específicas do seu dia a dia, trabalho ou lazer, como por exemplo, o ato simples e importante para socialização de comer com uma colher ou garfo”, complementa a TO.
Paulo Leal, 12 anos, chegou recentemente no Hospital Regional apresentando uma inflamação na medula, o que tem causado uma fraqueza em suas mãos e pés. Ele está tendo acompanhamento de fisioterapia e terapia ocupacional. O fisioterapeuta tem realizado alongamentos para desenvolver a musculatura das pernas e dos braços, já o terapeuta ocupacional tem feito uma série de atividades de reabilitação para que Paulo desenvolva a sensibilidade das mãos, e assim logo possa voltar a tomar banho, escovar os dentes, pentear o cabelo e se alimentar sozinho.
“Eu gosto de fazer essas atividades de TO, apesar de às vezes doer um pouco”, comenta o garoto.
No HRPA é o médico que deve prescrever ao paciente o acompanhamento do terapeuta ocupacional. Por isso, é tão importante que ele conheça o trabalho realizado por este profissional. “Quanto mais precoce for o tratamento, melhor as chances de o paciente recuperar suas habilidades perdidas”, reforça Luziane Assunção.
O tratamento de TO muitas vezes tem que ser longo, chegando a durar, em alguns casos, a vida toda. Por isso, a terapeuta ocupacional sempre orienta o acompanhante do paciente sobre atividades que podem continuar sendo feitas em casa.
No HRPA o TO passa a desenvolver também um trabalho importante nas UTI’s neonatal e pediátrica, por meio de massagens e banho de Ofurô.
Outra atribuição deste profissional é a realização de atividades ergonômicas para os funcionários do hospital. Essas atividades, como por exemplo, a ginástica laboral, ajuda ao funcionário a se prevenir de algumas doenças, e ainda realizar o seu trabalho com mais disposição.
Já há profissionais de terapia ocupacional trabalhando em programas de atenção básica à saúde, como é o caso do Programa Saúde da Família. Em todo o Pará, há cerca de 600 terapeutas ocupacionais registrados no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - Crefito. (Colaboração: Rejianne Alves)