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quinta-feira, 25 de março de 2010

Indústria da reciclagem cresce em Redenção


A cidade de Redenção, localizada no sul do Pará, é um dos municípios que mais cresce no Estado e, em decorrência disso, é possuidora de um comércio forte e estável. Porém ainda tem um índice alto de desemprego, sobretudo devido à falta de mão-de-obra qualificada, que tem levado centenas de pessoas a procurar outras formas de garantir o sustento de suas famílias.
Uma destas alternativas de trabalho é a indústria da reciclagem de alumínio, ferro, papelão e plástico que vem se expandindo rapidamente em Redenção e gerado vários empregos. A comprovação deste benefício está nas 55 toneladas de plásticos e papelão que mensalmente são enviadas para a cidade de Goiânia (GO) pelo responsável da reciclagem no município, José Sandoval Corrêa, que se não fosse a sua iniciativa de reciclar este material, certamente seria depositado e enterrado no subsolo do lixão de Redenção, prejudicando o meio ambiente.
“Vavá”, como é conhecido o empresário do ramo de reciclagem na cidade, tem cerca de 70 catadores de lixo, que diariamente recolhem garrafas pet, papelão, latinha de alumínio, sacolas plásticas e diversos outros materiais recicláveis, em diversos municípios da região.
Com duas prensas industriais montadas na pequena indústria localizadas na rodovia PA- 150, ao lado do presídio de Redenção, “Vavá”, separa, prensa e empacota todo material recolhido pelos catadores, nos municípios de Redenção, Xinguara, Rio Maria, Floresta do Araguaia e Conceição do Araguaia.
Preconceito – Ainda segundo o empresário José Sandoval, uma das principais dificuldades encontrada pelos catadores em Redenção é a discriminação por parte da população. Ele lembra que os profissionais que atuam nessa área têm colaborado para a preservação ambiental e que, ao invés de criticar o trabalho dos catadores, a população exercer o hábito de separar os materiais recicláveis que diariamente vão para o lixo.
Preço - O quilo de plástico recolhido pelos catadores é vendido para “Vavá”, pelo preço de vinte centavos. A latinha de alumínio apresenta um preço melhor, o equivalente a um real o quilo. Já o quilo do ferro custa 15 centavos, enquanto o papelão é vendido a 10 centavos o quilo. (Colaboração: Paulo Carrion)