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segunda-feira, 8 de março de 2010

Pedófilos e estupradores não temem as consequências na prisão


Mesmo com as duras penas previstas em lei e as rigorosas regras para estes criminosos dentro de um presídio, caso sejam condenados, pedófilos e estupradores continuam a praticar este tipo de crime como se fossem animais selvagens, sem temer o que pode ocorrer a eles dentro de uma cela superlotada, onde a população ali existente – a maioria de alta periculosidade – não aceita delinqüentes desta natureza.
Em recente relatório de 300 páginas divulgado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia da Assembléia Legislativa do Pará, que visitou 43 municípios no período de um ano, foram apontadas 750 denúncias de casos de abuso e violência sexual contra crianças e adolescentes no Estado.
Em Redenção, onde a CPI da Pedofilia esteve em junho de 2009, cinco acusados de pedofilia foram ouvidos pelo presidente da comissão, deputado Arnaldo Jordy (PPS). Até agora os inquéritos continuam sendo analisados pela justiça, sem nenhuma conclusão. O Conselho Tutelar da Criança e Adolescente, segundo o conselheiro, Marcos Alem, recebeu no ano passado, mais de 100 denúncias – na sede do conselho e através do Disque 100 - de casos de abuso e violência sexual contra crianças e adolescentes. Destas ocorrências, apenas dois acusados – pegos em flagrante delito – estão presos. Os demais estão sob investigação judicial.
Regras sagradas - Ao serem presos, pedófilos e estupradores são indiciados nos artigos do Código Penal Brasileiro (CPB) e, a partir daí, ficam à disposição da Justiça. São submetidos, portanto, às normas jurídicas existentes no País. Mas, uma vez recolhidos às prisões, eles terão que respeitar um conjunto de regras não escritas - mas tão sagradas, e às vezes muito mais rígidas, do que aquelas existentes na legislação penal. E o não cumprimento desse 'código de ética', elaborado e aperfeiçoado no cárcere, pode custar a vida do detento.
Uma dessas regras é bastante conhecida no mundo do crime. Presos não perdoam os estupradores, conhecidos como 'Jack', uma referência a 'Jack, o Estripador'. Esse foi o pseudônimo dado a um assassino em série não-identificado que agiu em Londres, na Inglaterra, na segunda metade de 1888. Suas vítimas eram prostitutas. Os que praticam crimes sexuais contra mulheres e crianças são vistos como seres repulsivos. Eles, com pouco tempo que são colocados em um xadrez, e a menos que fiquem em celas separadas, vão sentir, na pele, a mesma violência que aplicaram a suas vítimas.
E não adianta tentar escapar. Os criminosos sexuais serão agarrados, à força, e apanharão bastante. Em muitos casos, esses presos pedem aos agentes prisionais, ou aos policiais, que não digam aos demais internos qual é a acusação que pesa contra eles. Pedem que comentem que o 'artigo' dele - a referência ao artigo do Código Penal Brasileiro no qual está 'enquadrado' - é outro, bem diferente daquele no qual está indiciado. Eles não pensam no que podem enfrentar antes de praticarem o crime.(João Lopes)