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terça-feira, 13 de abril de 2010

“Bida” pega 30 anos por mandar matar Dorothy


Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi condenado a trinta anos de prisão pelo assassinato da missionária americana Dorothy Stang, em 12 de fevereiro de 2005. O veredito foi dado às 23h30, após 15 horas de julgamento, e o fazendeiro ficará preso por homicídio duplamente qualificado, como mandante do crime, e com agravante de não ter dado chance de defesa para a vítima. Outro agravante foi o fato da vítima ser idosa, por ter 73 anos à época do ocorrido.
Integrantes da congregação de Notre Dame, de movimentos sociais e moradores de Anapu comemoraram a decisão de mãos dadas e em oração. Para David Stang, 71 anos, irmão de Dorothy, o resultado foi mais uma batalha vencida. “Nós sempre acreditamos no sistema judiciário brasileiro e sabíamos que aqueles que mataram minha irmã iriam ser condenados”, afirmou. Já a irmã Rebecca Spires, integrante da congregação, afirmou que se espera o mesmo resultado no julgamento de Regivaldo Galvão, que deve acontecer no próximo dia 30 de abril.
Segundo o defensor público Alex Noronha, que atuou na defesa de Vitalmiro, a Defensoria não deve recorrer da sentença e cabe aos advogados particulares de Bida possíveis recursos contra a decisão, mesmo que o julgamento não possa ser anulado.