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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Redenção: Perícia do “Renato Chaves” incrimina policial civil por assassinato


MOTIVO FÚTIL - Vítima havia dito ao acusado que ele era traído por sua esposa

Uma perícia realizada no CPC Renato Chaves, em Belém, concluiu que a pistola Ponto 40, usada para matar o radialista Tony Rossi, executado com quatro tiros no dia 24 de julho deste ano em Redenção, pertence à Polícia Civil do Pará. A divulgação do laudo pericial incrimina diretamente o principal suspeito do crime, o policial civil Emerson da Silva Valente, que está custodiado no presídio Anastácio das Neves, em Santa Izabel do Pará. O investigador foi preso em flagrante pelo delegado regional de Polícia Civil do sul do Pará, Nicolau Neto, na Delegacia de Conceição do Araguaia, onde Valente estava lotado, cinco horas depois do assassinato de Tony Rossi. Com o policial também foi apreendida a arma que a pericia revelou ter sido usada no crime.

As suspeitas recaíram sobre o policial porque no local do crime, na avenida Brasil, na entrada de Redenção, os investigadores encontraram o coldre (suporte da pistola) que identificaram como sendo o de Valente. O resultado do laudo será anexado ao inquérito policial que é conduzido pelo delegado Nicolau Neto, para dar mais consistência ao conjunto de provas. Antes já havia sido realizado, em Marabá, o exame de pólvora combusta nas mãos do acusado que também teve resultado positivo. O inquérito será agora enviado ao Ministério Público, que deve denunciar o acusado por homicídio qualificado.

O radialista Tony Rossi foi assassinado por volta das 5 horas, quando saía de casa para trabalhar na rádio Interativa FM, onde fazia um programa diário. De acordo com a polícia, o crime teria sido motivado porque Tony Rossi teria falado para Valente que sua amasia estaria tendo um caso com outro homem. Por conta disso, o investigador não teria gostado das declarações do radialista e o executou. (João Lopes)