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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Historiador analisa os 121 anos da República Federativa do Brasil


Após a monarquia perder força, o ideal republicano ganhou impulso no País

Há 121 anos um golpe de estado liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca derrubava a monarquia no Brasil. Iniciava-se então o regime republicano no País. No entanto, para o historiador Geraldo Coelho, essa é uma conquista contínua que não se estabeleceu ali naquela data, mas começou a ser construída naquele momento. 'Hoje nós comemoramos evidentemente um grande marco da cultura cívica, um momento importante da contemporaneidade brasileira. Mas essa é uma história que vem sendo escrita todos os dias', afirma.

'A partir de 1870, após a Guerra do Paraguai, a monarquia enfraqueceu muito. A campanha abolicionista começava e os demais países latino-americanos já possuíam a condição de república. Quando a proclamação aconteceu, só nós, no continente, tínhamos o regime monárquico. É claro que a proclamação não significou um passe de mágica, todo o primeiro governo republicano, que durou até 1930, significou uma longa transição entre um regime e outro', analisa o historiador.

Geraldo Coelho diz ainda que a proclamação também significou mudanças para o Estado do Pará. 'Ainda em 1886, foi criada a Fundação do Clube Republicano, liderado por nomes como Lauro Sodré, Justo Chermont e Paes de Carvalho, homens de formação política e positivistas, e eles constituem os primeiros governos após a proclamação. Tivemos, na mesma época, a criação do Partido Republicano, do jornal ‘A República’, e tantos outras ‘ferramentas’ que fortalecem o regime e acompanham o próprio ritmo das transformações nacionais', explica.