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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Prefeito Alegria enfrenta CPI e pode ser cassado


Músico confessa que trabalhava como contrabaixista, mas que recebia pela secretária de obras do município como auxiliar de serviços gerais

A Câmara de Vereadores de Santana do Araguaia, município situado no sul do Pará, aprovou por unanimidade em Sessão Ordinária do Legislativo a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades da gestão do prefeito do município Gilcleider Altino Ribeiro, conhecido como Alegria (PSDB). Segundo os vereadores, o prefeito Alegria, que é proprietário de uma banda de forró denominada "Banda Alegria", estaria pagando os salários dos integrantes deste grupo musical com contracheques emitidos pela Prefeitura Municipal de Santana do Araguaia.

Ainda segundo os vereadores, a denúncia já foi encaminhada ao Ministério Público, que já coletou os depoimentos dos componentes da banda. A denúncia foi oferecida por Evangelista dos Santos, o "Dan", ex-integrante da "Banda Alegria". Conforme a denúncia do músico, as provas são folhas de pagamento, holerite e extrato bancário dos depósitos da Prefeitura de Santana do Araguaia na conta bancária da banda. Dan disse que trabalhava tocando contrabaixo na banda Alegria, mas que recebia da prefeitura de Santana do Araguaia como auxiliar de serviços gerais e era lotado na secretária de obras

PROVIDÊNCIA

Diante da denúncia feita ao Ministério Público e ao Poder Legislativo, no último dia 28, os vereadores aprovaram documento autorizando a abertura de processo de impeachment contra o prefeito Alegria pela prática de crime de responsabilidade, infrações político-administrativas e improbidades administrativas. O pedido de cassação foi protocolado na Câmara de Vereadores por uma professora.

Para comandar os trabalhos a Câmara de Vereadores formou comissão Processante, constituída pelos Vereadores Glaucione, vulgo Ganguin (Presidente), Elivay (Relator) e Rondon Resente (SECRETÁRIO). Esta Comissão terá o prazo de 20 dias para concluir o processo e ao final emitir parecer arquivando ou prosseguindo o processo. Se o final do processo decidir pela cassação será necessário o número de dois terços dos vereadores.

RESPOSTA

Nossa reportagem tentou falar com o prefeito Gilcleider Altino “Alegria’, na prefeitura, mas ninguém quis falar sobre o assunto. As ligações feitas para o celular do prefeito não foram atendidas, (caixa postal).