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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Redenção: Criança de 3 meses pode ter sido estuprada antes de morrer


Conselheiro tutelar Deilton Caldeira


Delegado de Polícia Civil, Carlos Vieira

A Polícia Civil de Redenção está investigando se o que causou a morte de um bebê do sexo masculino de apenas três meses foi realmente um abuso sexual. O caso ocorreu na última quinta-feira (18), mas só agora foi trazido à tona. O fato deixou os profissionais de Imprensa de Redenção revoltados devido à falta de informações por parte de conselheiros tutelares, médicos do Hospital Regional de Redenção e da Polícia Civil, que desde a última sexta-feira vem apurando o caso.

Segundo o conselheiro tutelar Deílson Galdino, que registrou o caso na delegacia, a criança deu entrada no Hospital Regional de Redenção na manhã da última quinta-feira (18), com suspeita de pneumonia e infecção generalizada. Entretanto, ao ser examinado por uma pediatra do hospital, o menino apresentava uma abertura no ânus, que poderia ter sido causada por violência sexual. O estava bastante machucado e sangrando muito. Além disso, o bebê também sangrava pela boca e nariz. “Eu nunca vi uma cena como aquela. O reto da criança estava bastante lesionado. Era algo horrível de se ver”, disse o conselheiro.

Depois de passar toda a manhã agonizando no Hospital Regional, a criança veio a óbito na noite do mesmo dia.

De acordo com o delegado recém empossado, Carlos Vieira, que está à frente das investigações, um dos laudos apresentado pelo Hospital Regional de Redenção, informa que a criança apresentava uma grave lesão no reto, porém não afirma que a ela teria sido vítima de abuso sexual. “Entretanto, o documento também não descarta a possibilidade de ter ocorrido uma violência sexual”, ressaltou o delegado.

As informações sobre o caso ainda são poucas, mas segundo informações, o abuso contra a criança teria ocorrido cinco dias antes dela ter dado entrada no Hospital Regional. As lesões no ânus do bebê podem ter contribuído para a infecção generalizada que lhe causou a morte.

O conselheiro Deílton informou que a criança morava na cidade de Rio Maria, localizada a cerca de 90 quilômetros de Redenção. A mãe do bebê, uma adolescente de 17 anos havia deixado o filho com a avó, enquanto procurava uma casa para alugar em Redenção, para onde ela pretendia se mudar. Segundo a mãe da criança, na casa de sua mãe em Rio Maria, moram o padrasto dela, uma criança de seis anos e um adolescente de 14 anos. Mesmo com toda essa gente morando sob o mesmo teto, a adolescente diz que não desconfia de ninguém.

O delegado Vieira, que foi empossado no cargo há poucos dias, disse que já ouviu o pai e a avó da criança, mas não quis revelar nada que consta no inquérito.

Os repórteres que apura este caso entraram em contato com a direção do Hospital Regional de Redenção para ver se conseguiam falar com os médicos que atenderam a criança, mas foram informados por meio do diretor clínico da unidade, Rodolfo Skirivan, que os mesmos não teriam muita coisa para acrescentar, diante do que estava relatado no laudo. Segundo Skirivan, “somente um perito na área poderia identificar com precisão as causas das lesões sofridas pela criança”. (Paulo Carrion)