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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

EDITORIAL: A divisão do bolo


Por Otávio Araújo

O novo governador do Estado do Pará, Simão Robson Oliveira Jatene, tem muitos pretendentes às fatias do “bolo” a partir de 1º de janeiro, quando assumi oficialmente o governo paraense. Além dos correligionários do seu partido, o PSDB, ainda tem os partidos da coligação: PPS/DEM/PSDC/PRTB/PMN/PRP, além dos partidos que vão se aliar ao governo, entre eles o PTB e o PMDB.

Recentemente Jatene teve um encontro com o cacique peemedebista Jáder Fontenelle Barbalho. Os desconversaram sobre nomes do PMDB que assumiriam algum cargo importante no novo governo. Vale lembrar que o candidato do PMDB ao governo, Domingos Juvenil, e mais alguns outros nomes apoiaram Jatene no segundo turno.

No sul do Pará três nomes ganharam conotações na campanha do segundo turno: O médico Alberto Branco, líder do PSDB, em Conceição do Araguaia; Mário Moreira, candidato a deputado estadual pelo PTB, mas fez campanha voltada para Jatene; e o prefeito de Redenção, Wagner Fontes, que é o líder do PTB na região e se declarou “Jatenista” na reta final da campanha. Todos vão abocanhar fatias do bolo.

Na região sul do Pará, alguns prefeitos já se declaram “Jatenistas” por opção. No entanto, todos os prefeitos que fizeram campanha para Ana Júlia, agora vão ficar na aba do chapéu de Alberto Branco, Mário Moreira e Wagner Fontes, para conseguir melhorias para seus municípios.

Para quem conhece de perto do novo governador Simão Jatene, afirma que ele é democrático por excelência, portanto, deverá governar para todos. Porém, os cientistas políticos “Tupiniquis”, uma vez adversário na campanha, adversário pra sempre.

O estado do Pará está assolado pela ausência de infraestrutura. A saúde é uma das piores do Brasil, a malha rodoviária está destruída, a educação está paralisada e os investimentos inexistem. É hora de arregaçar as mangas da camisa e trabalhar, trabalhar muito.

No sul do Pará o estado está ausente há mais de 4 anos. A saúde é caótica, não atende a demanda da região, as escolas estaduais estão abandonadas, e as rodovias ainda são esburacadas e pontes assassinas. Os órgãos do governo estadual não funcionam na região.