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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

EDITORIAL: Expectativa tripla

Por Otávio Araújo

Mais um ano está chegando ao fim. 2010 será marcado pela despedida do presidente mais brasileiro de todos: Lula. Reeleito, o presidente nordestino de Garanhuns, interior de Pernambuco, marcou sua liderança política ao eleger o sucessor – Dilma Rousseff. Agora o país vive a expectativa da futura presidente, como ela formará sua equipe de governo e se Lula será seu conselheiro. No nosso estado do Pará, a expectativa é por conta do retorno de Simão Jatene que já começa montar sua equipe de governo ressuscitando “velhos companheiros”. E por fim, a expectativa é para os municípios no sul do Pará que apoiaram a onda jatenista.

A ex-guerrilheira Dilma Rousseff - Colina (Comando de Libertação Nacional), organização que defendia a luta armada - ainda não definiu sua equipe de governo e ao que parece será momentos conturbados. O PMDB, partido aliado, quer a metade do poder. “Os peemedebistas têm o estômago grande”, disse um limitante petista. Aos poucos a equipe de governo está sendo montada, porém nenhuma novidade: são as caras de sempre.

Dilma terá que enfrentar o retorno da inflação, que parecendo o mosquito da dengue está chegando devagar. “A cada semana que vou ao supermercado os alimentos estão mais caros. Sem falar na carne bovina, cujo preço disparou”, reclama um freguês.

Disfarçadamente – ninguém fala sobre isso – o povo está ficando mais pobre. A cada dia o próprio governo diz que o número de pessoas que estão ingressando nos projetos sociais do governo vem aumentando. O correto seria a cada dia diminuir a pobreza, ou seja, menos pessoas recebendo o bolsa família.

Os “velhos amigos” de Jatene não desperta expectativa de dias melhores para o povo paraense. Ideias velhas sob o olhar de velhos políticos. Os acordos impedem o governo de buscar novos caminhos.

Ninguém fala, pois estão atrelados aos velhos acordos, mas o sul do Pará está doente. Falta infraestrutura, como estradas, pontes, segurança... Os jovens do sul do Pará não passam em concursos e vestibulares. Somente os jovens que fazem cursinho chegam a ocupar algumas vagas. A saúde é algo que somente se ouve falar, mas pouca gente tem acesso.

Em Casa de Tábua tem um frigorífico à espera de energia elétrica para começar a abater gado, e gerar centenas de empregos. Mas, a energia elétrica e telefonia ainda não chegaram à localidade. Isso em pleno ano de 2011.

Politizemo-nos, para buscarmos nossos direitos e pararmos de segurar bandeirinhas.