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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Redenção: Venda do Country Clube vai parar na Justiça


A venda do Country Clube de Redenção, que em tempos passados foi palco de festas, shows, reuniões e eventos de entretenimento, gerou uma tremenda polêmica entre os antigos sócios, que entraram na Justiça, questionando o valor da venda do patrimônio do clube que foi vendido pelo valor de R$ 500 mil.

Segundo o ex-presidente do clube, Adilson Severino da Silva (FOTO), o Country Clube de Redenção, que era uma instituição sem fins lucrativos e que contava com cerca de 40 sócios, ao longo dos anos foram deixando de participar das decisões e contribuir com a instituição. Ainda segundo Adilson, o clube herdou uma imensa dívida ao longo dos anos, e a saída encontrada pela maioria dos sócios foi à venda da sede Campestre do Clube, localizada na Avenida Araguaia, saída para Conceição do Araguaia.

O clube foi adquirido por José Arnaldo, que assumiu todas as dívidas do clube, e realizou uma reforma completa e reestruturação no salão de festa, que ganhou climatização e outros serviços, tornando-se um dos melhores lugares para realização de eventos do município.

Segundo Adilson, as dívidas giravam em torno de R$ 500 mil. “Tudo foi feito de acordo com o estatuto e regimento interno do clube”, conta Adilson. “Foi feito todo o tramite legal. Fizemos convocação dos sócios, através de anúncio em jornal, pagamos todas as taxas”, disse.

A decisão de vender o Country Clube, foi acordada por cerca de 21 sócios proprietários e fundadores.

No entanto a venda foi parar na Justiça, devido um grupo de 19 pessoas, que alegam serem também sócios do Clube, reivindicarem seus direitos. Segundo o relato de um dos requerentes, o valor de R$ 500 mil da sede campestre não condiz com o valor de toda estrutura, que segundo o levantamento dos advogados do grupo, o imóvel vale cerca R$ 2.8000, valor da questão que está em juízo.

Segundo Adilson Severino, os que entraram na justiça são aqueles que abandonaram o clube e só apareceram depois de ficarem sabendo da venda. “Eles terão que provar na Justiça, se realmente são sócios do clube. Quero os ver apresentarem documentos que comprove tal direito”, desabafou Adilson.

O caso foi parar nas mãos da juíza de Direito Leonilda Maria de Melo Medeiros, que embargou a venda até que o processo seja julgado. A reportagem tentou entrar em contato com o presidente e comprador do Country Clube, José Arnaldo, mas o contato não foi possível, pelo fato do mesmo estar fora do município. (Dinho Santos)