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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Tecnologia prejudica rádios e TVs locais

Com o avanço rápido da tecnologia cresce o número de pessoas em busca da perfeição. Na comunicação, as emissoras locais de rádios e TVs enfrentam uma luta de Davi e Golias , ou seja, as emissoras locais com programação fraca enfrentam a concorrência das emissoras com programação em rede nacional. Tudo isso ocorre porque 70% das residências têm antena parabólica e sintonizam as emissoras do eixo Rio-São Paulo.

Para os donos de emissoras de rádios e TVs nas cidades pequenas a situação piora a cada dia, pois sem dinheiro e pouca criatividade, é impossível contratar bons profissionais para desenvolver programas com qualidade nas rádios e TVs locais.

Segundo estatística da associação brasileira de revendedores de antenas parabólicas, a cada trinta dias sobe em média 15% o número de vendas dos aparelhos. Com isso, cai o número de anunciantes, pois, somente a classe D é que ainda assiste programas locais. Os anunciantes querem atingir a classe B e C, que é quem mais compra.

No rádio, com a crescente expansão da internet, quem gosta de ouvir rádio, 75% sintonizam emissoras de São Paulo e Rio de Janeiro. “Quando chego ao escritório, ligo logo na Transamérica e CBN para conferir as notícias e ouvir boa música”, disse Caroline Cunha, moradora de Marabá.

Segundo a associação brasileira de rádios e TVS, os donos e programadores de rádios e TVs no interior, têm que investir em profissionais qualificados que trabalho na área de jornalismo. Noticiários abordando política e esporte é a bola da vez. “Quem ficar somente no musical está fadado ao fracasso, pois vai falar somente pra si”, garante Walter Albuquerque Sarotto, coordenador.