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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

João Galvão revela propostas e não sabe se continua no Águia para 2013

Ainda falta um ano para o técnico João Galvão bater o recorde de Telê Santana e ser o treinador que mais ficou à frente de um time no futebol brasileiro. O “Mestre Telê” ficou exatos cinco anos e três meses ao comando do São Paulo. Já Galvão treina o Azulão desde 2008, ocasião em que tirou o clube de uma quase certa desclassificação na Série C do Campeonato Brasileiro.
No último domingo, João Galvão teve o seu maior desafio ao longo de quatro anos sob o comando do Águia: evitar o rebaixamento para a Série D, jogando diante do Santa Cruz, que buscava uma vaga na fase seguinte da Terceirona. Não só livrou os marabaenses da queda como, de sobra, ainda ajudou o Paysandu, único representante paraense nas quartas de final da competição.

O treinador aguiano, natural de João Pessoa, na Paraíba, falou com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM e fez um balanço do seu trabalho à frente do Águia. João Galvão falou dos problemas que o clube enfrentou ao longo da temporada 2012, do risco de rebaixamento e revelou que ainda não sabe se continua no Azulão para o próximo ano. Confira:

GE: O dia seguinte após a vitória por 1 a 0 diante do Santa Cruz

JG: Ainda nem parei para pensar direito. Foi uma verdadeira batalha, onde eliminamos um time que tinha uma premiação estimada em R$ 300 mil. Somos humildes, porém aguerridos. É um momento de extrema felicidade evitar o rebaixamento e ainda deixar o Paysandu, uma equipe do Pará, com chances de subir para a Série B.

GE: Risco do rebaixamento

JG: Eu não acreditava que isso poderia acontecer, mas que preocupava, isso sim, com certeza. A gente ia jogar contra um clube de grande potencial, de torcida fantástica, que é forte nos bastidores. Todos temiam que eles vencessem. Confiei em Deus e nesses atletas. Nós sabemos os sacrifícios que enfrentamos de estrutura. Nem estádio nós temos...


GE: Erros na Série C

JG: Me fizeram essa pergunta e é impressionante como não consigo achar uma resposta. Dos 20 clubes da Série C, apenas quatro não perderam em casa, e nós estamos nesse meio. Há dois anos não perdemos no Zinho Oliveira. O que pesou foi a catástrofe dos jogos fora de casa. A gente fazia grandes partidas em casa e quando chegava no estádio do adversário, era tudo diferente. Não tem muita explicação. 

GE: Salários atrasados

JG: Só existe um mês que precisamos pagar ao elenco. Isso não foi o motivo para os resultados ruins.

GE: Contratações

JG: Erramos em algumas contratações, não falando do caráter, mas de jogadores que a gente esperava mais. O atacante Thiago Pereira, por exemplo, é um grande jogador, que o Águia apostou muito, mas não encaixou, não quis ficar. Além do mais, tentamos trazer alguns atletas e não conseguimos, por problemas financeiros. Não tinha como aumentar a folha salarial.

GE: Avaliação da temporada

JG: Na minha avaliação o Águia foi a melhor equipe do Campeonato Paraense, pois chegou nas semifinais de disputa dos dois turnos. Na Série C, chegamos nas últimas rodadas com chance de classificar. Só ficamos uma vez na zona de rebaixamento. Foram detalhes que nos atrapalharam. 

GE: Fica ou não para 2013?

JG: Ainda não sei, deixa passar o susto dessa última partida. Essa é uma decisão que vou tomar com calma. Na outra semana devo definir isso. O momento é mais de descansar. Mas não estou pensando em não ficar por causa das críticas de algumas pessoas. Isso é o de menos. Já estou acostumado. Existem outras propostas e preciso pensar bem no que fazer.