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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

NOVOS TEMPOS: “Uma ameaça permanente” O fechamento de jornais impressos

A notícia do tipo “banho de água fria” persegue a mídia impressa, no Brasil e no mundo. Agora mesmo é a Newsweek, revista norte-americana fundada em 1933, que anuncia que vai desistir da versão impressa para concentrar-se na edição digital. No Brasil, especula-se sobre o fechamento do Jornal da Tarde, veículo pertencente à família Mesquita, do Grupo Estado, e que revolucionou a linguagem jornalística durante os anos 1970. Sem muito alarde, o longevo Estado do Paraná, diário pertencente ao ex-governador Paulo Pimentel, trocou de dono, deixou de circular em papel e ficou apenas com sua versão na Web.

Estes 12 anos de novo milênio não têm sido muito generosos com os impressos no Brasil. Assistimos ao desaparecimento da versão impressa do Jornal do Brasil, que a seu tempo representou uma das mais criativas escolas de jornalismo do país, e ao fim, definitivo, da Gazeta Mercantil, considerado o maior e melhor jornal de economia e negócios da América Latina. Os ganhos, representados pelo lançamento de novos títulos no período (Valor Econômico e Brasil Econômico, para ficar em dois exemplos), não chegam a compensar as perdas, especialmente se formos considerar o impacto sobre o mercado de trabalho de jornalistas (só a Gazeta Mercantil, chegou a ter uma redação com mais de 500 profissionais).

(Por Dirceu Martins Pio)