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terça-feira, 11 de junho de 2013

IMPRENSA ESPORTIVA SOFRE PARA COBRIR JOGOS DO CAMPEONATO NO TOCANTINS

Imprensa trabalha "pendurada" no Tocantins
A ACETO (Associação dos Cronistas Esportivos do Tocantins) cobrou neste domingo melhores condições de trabalho aos profissionais de imprensa nos estádios tocantinenses. Neste sábado, o Interporto venceu o Gurupi por 1 a 0, no estádio General Sampaio, em Porto Nacional, e conquistou seu título.

Até aí tudo bem, porém as condições oferecidas no estádio General Sampaio aos profissionais de imprensa foram pífias para o exercício da atividade jornalística no local.

Confira a nota oficial da ACETO:

A Associação dos Cronistas Esportivos do Tocantins parabeniza o Interporto pelo título estadual conquistado, de forma convincente, estruturada e planejada. Parabeniza também o público presente, que de forma alguma deixou de torcer, mas não extrapolou, salvo no caso de um torcedor, que ao final da partida tentou agredir um jogador do Gurupi, mas foi fato isolado.

Mas como nem tudo são flores, a ACETO lamenta a falta de estrutura para a imprensa no General Sampaio, assim como em quase todos os estádios do Tocantins. No final da partida, o colega Jorge Freitas da CBN escorregou da escada improvisada colocada para acesso da marquise das quatro cabines de imprensa e só não teve maiores consequências porque segurou-se na tela, ferindo o antebraço direito, logo abaixo das axilas.

A Aceto vai convocar todos os veículos de imprensa, de todas as mídias, para discutir o assunto, que é sério. Cabe ressaltar aqui que a imprensa faz parte do espetáculo futebolístico e está na regra, na lei do futebol: acesso seguro e reservado para a imprensa, e isso não estamos tendo.

A imprensa é parte importante nesse processo e vamos conversar com Federação Tocantinense de Futebol, responsável e administradora da competição e tentar buscar soluções conjuntas. Se preciso for, vamos fazer uma vistoria independente em cada estádio, seja na Primeira e Segunda Divisão e solicitar audiência com o Ministério Público.

Se ainda assim nada for resolvido, vamos trabalhar na conscientização para que a mídia tocantinense não trabalhe enquanto não for dada garantia de segurança e estrutura para que rádios, jornais, televisões, sites e blogs possam executar suas funções sem colocar em risco a vida dos profissionais, como aconteceu em Porto Nacional e Gurupi nesses jogos finais. Sem contar que o diretor da Aceto e narrador da Paraíso FM, Rochinha Martins, teve um notebook furtado de dentro da cabine quando trabalhava em uma partida pelo tocantinense 2013 no estádio Nilton Santos.

Faltam cadeiras, mesas, tomadas, apoio logístico, água, enfim falta tudo e a imprensa esportiva tocantinense não pode mais ficar omissa e contribuindo para que o erro e a falta de iniciativa permaneçam.

Vamos entrar em contato com a CBF e para cada laudo de estádio enviado a FTF e CBF vamos enviar um laudo independente assinado por profissionais competentes e legalizados, para atestar a forma perversa como a imprensa esportiva é tratada e maltratada na cobertura dos jogos no Tocantins.

A Aceto lembra aos gestores dos estádios, seja estadual ou dos municípios, que a mídia é importante para o processo de profissionalização do esporte no Estado e, além de não ter retorno, tendo que se desdobrar para conseguir manter os programas diários e os gastos com viagens e transmissões esportivas, ainda arrisca a vida para promover "autoridades, políticos e bajuladores", que usam e abusam do esporte para promoção pessoal, sem dar atenção ao problema que é muito sério e que poderia ter sido trágico nesta final do Tocantinense 2013.

Precisamos refletir e buscar alternativas, sérias e definitivas, para a solução dos problemas. Chega de descaso e de falta de envolvimento do setor público e dos responsáveis pelas praças esportivas do nosso estado. Precisamos dar um basta nisso e a Aceto está chamando a responsabilidade para si, no sentido de evitar agressões, mortes, feridos e inválidos na classe dos cronistas esportivos. Vigiai e orai, diz uma passagem bíblica. Portanto, vamos vigiar atentamente as ações que devem ser feitas, sob pena de orarmos por colegas que podem ficar ausentes e consolar famílias que choram seus parentes.

(Gilberto Correia da Silva - Presidente da ACETO)