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domingo, 9 de fevereiro de 2014

ARTIGO: SOBRE POLITICA OU A ARTE DE SE DAR BEM

Por: Gilberto Ribeiro Borges- Sociólogo
Gilberto Borges - Sociólogo

Muito se falam sobre a arte de governar que na antiga Grécia era tida como a supremacia do poder do homem sobre o homem, o que para Thomas Hobbes era definido como: “ O homem é lobo do homem” eu diria que o homem em função de sua inercia acaba autorizando um mais “esperto” a comanda-lo.

Hobbes em seu livro “O Leviatã” traça um perfil daquilo que eu afirmei acima, o homem elege sempre alguém no afã de que o mesmo resolveria todos os seus problemas, mas ao se deparar com o “poder” se envereda por becos sem saídas e quem lhe concedeu esse “poder” terá agora dificuldade em revê-lo, tai porque a indagação de muitas pessoas quando dizem: o fulano quando era candidato não saia aqui de casa, agora depois que ganhou nunca mais pisou na minha rua, o problema é que quando o cidadão é candidato a sua única preocupação e garantir o seu voto o que após a sua vitória a sua preocupação será administrar o mandato concedido a ele por um percentual considerável de cidadãos. Além disso, existe no sistema adotado pelo Brasil o “Presidencialismo” que em tese eu classificaria também como Presi-parlamentarismo, que força o sistema politico brasileiro a comporem os acordos políticos e isso estoura sempre no orçamento do país, acordos como: na coligação para se chegar a “vitória” se vende até a própria alma.

Em uma cidade da França, na eleição passada, um determinado candidato teria feito um acordo com o majoritário para lhe dá suporte em sua campanha para que os mesmos fossem vitoriosos, terminado a campanha o referido candidato foi eleito com a maior votação do Estado, isso o fez crescer a usura para galgar outros parlamentos e o referido majoritário colocou todo seu mandato para ajudar o velho amigo, mesmo que isso lhe custasse a decapitação dos seus futuros mandatos, ai eu reafirmo o tema: Politica ou a Arte de se dar bem.

Se fizermos uma varredura hoje em todo Estado do Pará fica publico e notório que essas ações ocorrem em todos os governos anteriores, contemporâneos e com certeza terá a posteriori. Em função dessas disfunções em que o Estado passa, onde quem tem poder tende a contribuir para a consecução dos seus desejos, eu diria que está complicado para o Sul e o Sudeste do Pará eleger algum candidato a qualquer parlamento ou ao mandato majoritário. Tendo uma visão holística de algumas candidaturas que se levantam de Conceição do Araguaia a Marabá, eu não teria a mínima duvida, não sairá daqui nenhum parlamentar eleito pelo voto do povo desta região, especulações existem mas, não passa de mera especulação, não se assustem se na eleição para o parlamento Estadual e Federal, alguns candidatos não consiga a metade da votação que teve nas eleições passadas, e mais uma vez o Sul e Sudeste do Estado do Pará ficará sem representação no parlamento e ai o sonho da divisão do Estado será mais uma vez adiada para outras gerações, em conversa com alguns alunos sejam eles no Ensino Fundamental, Médio ou Superior as respostas sempre são as mesmas os atuais candidatos não tem perfil de pessoas que tende a lutar por um objetivo comum, mas apenas para satisfazer o seu próprio ego. E isso é pernicioso a um Estado que pensa em progredir e se tornar uma potencia agroexportadora.

Outra característica que temos observado ao logo das discussões politicas quer seja em minhas aulas de Sociologia ou nos bate-papo nas esquinas da cidade o que mais se discute é a formação escolástica dos candidatos que ora se levantam com desejo de ganhar o parlamento, uma boa parte de analfabetos tanto funcionais como escolástico mesmo que por ter uma grande amizade ou um conhecimento da vida politica do Brasil, do Estado e dos Municípios acabam por conseguir o aval dos seus partidos para tirarem uma meia dúzia de votos, prejudicar outros e tirar a chance desses ou daquele candidato da região e dar o direito ao candidato da metrópole a conseguir a vaga e defender os desejos da metrópole em detrimento da colônia.

Há que se fazer um acordo sem paixões politicas nem desejos pelo poder, e sem bairrismo ou etnocentrismo, mas formar uma base forte de pessoas que querem realmente o bem do nosso Estado em especial do futuro Estado de Carajás e eleger uma boa leva de parlamentares que juntos discutirão o futuro do nosso Estado. Acho que quem foi contra, ou que esteve do lado de quem foi contra a divisão do Estado não deverá ter nosso voto, (Diga com quem andas que eu te direi que és)....