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sábado, 29 de março de 2014

Concessionária de Redenção pode ter contaminado lençol freático


Óleo escorre pelo calçamento da avenida
Vizinhos da Marcovel Mitsubishi Motors, conceituada empresa que atua no ramo de venda de veículos em Redenção, situada na Avenida Santa Teresa, no centro da cidade, reclamam que nos últimos três anos a água que sai das torneiras está com gosto de óleo diesel e querosene. Eles desconfiam que os poços semiartesianos possam ter sido contaminados por óleo diesel que estaria vazando de um dos tanques de captação de óleo da concessionária ou de algum posto de gasolina.


O empresário Júlio Machowsky Júnior, da Refrigeração Irati, conta que a situação ficou tão crítica que ele teve que passar a consumir só água mineral e o seu pai teve que se mudar da residência, que ficava na parte superior da empresa, por não suportar mais o cheiro de óleo diesel e querosene na água. “Até no banho ele reclamava que seu corpo ficava gorduroso”, diz Júnior, acrescentando que o poço tem 18 metros de profundidade, foi perfurada há mais de 15 anos e nunca tinha apresentado nenhum problema.

A chefe do departamento de limpeza da Câmara Municipal de Redenção, Izabel Coelho, disse que a Câmara enfrenta o mesmo drama. “Tivemos que parar de consumir água do poço porque o cheiro e o gosto de óleo diesel são insuportáveis. Houve uma época em que o problema ficou muito mais grave, mas depois eles passaram a esvaziar o tanque com um caminhão pipa e aí diminuiu, mas não tem como consumir a água”, diz Izabel.

O prédio da Câmara Municipal fica ao lado da empresa e o tanque de captação fica bem próximo ao poço semiartesiano e o mesmo ocorre com a Refrigeração Irati que fica a menos de 50 metros da Marcovel.

Recentemente a empresa se descuidou e houve um grande vazamento do tanque que fica na Rua Guarantã, bem próximo ao anexo da Câmara Municipal. A rua ficou tomada de óleo diesel e na ocasião o Coordenador e Controlador de Governo da Prefeitura de Redenção, Gabriel Moisés Júnior, fez fotos do flagrante e postou em um grupo de redes sociais fazendo críticas a situação vexaminosa. 

Ele disse que ficou indignado com tanta quantidade óleo no meio da rua no centro da cidade, praticamente na porta da Câmara Municipal e há cem metros do gabinete da Prefeitura. Júnior disse que na ocasião denunciou ao IPPUR - Instituto de Pesquisa, Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável do Município de Redenção e a Secretária de Meio Ambiente, e como não viu resultados resolveu postar as fotos nas redes sociais. Júnior disse ainda que se trata de uma das maiores empresas da cidade que tem condições de arrumar um local adequado, que não contamine o lençol freático e o meio ambiente. Ele disse também que sua postagem gerou insatisfação da empresa e em pouco tempo o administrador do grupo social retirou as postagens. Na ocasião um dos advogados da empresa postou uma nota de esclarecimento.

Uma das formas de se detectar o problema é através do monitoramento dos poços. São colhidas amostras até chegar ao lençol freático para detectar se há a passagem de óleo ou não. No procedimento são verificadas duas circunstâncias: a de fase livre – quando se encontra o óleo misturado à água; e a fase dissolvida – quando o óleo só pode ser visto através de exames laboratoriais ou quando está misturado em pequenas partículas ainda no solo.

Júnior Machowsky disse que já mandou duas vezes as amostras da água para Goiânia, mas não foi possível detectar pela distância. Os laboratórios exigem que a amostra não ultrapasse 12 horas do momento da coleta.

Como a Mitsubishi Corporation do Brasil S.A é uma empresa que tem como filosofia conduzir os negócios de forma responsável no que diz respeito ao meio ambiente e à sociedade, contribuindo para o desenvolvimento sustentado das comunidades, nossa reportagem tentou ouvir o responsável pela concessionária de Redenção, mas não obteve êxito. Várias ligações telefônicas foram feitas para agendar uma entrevista, mas sem resultado. (Fonte: Nosso Jornal)