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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Pará tem déficit de 6 mil vagas de leitos para internação

As irmãs Helaine e Helenisse Nascimento estavam inconformadas: pai delas ficou dez dias internado no Hospital Regional Abelardo Santos, em Icoaraci e que nesse tempo, o estado de saúde dele piorou.

“Ele ficou no corredor, em uma maca. A ambulância deixou ele aí e foi embora. Cheguei aqui duas e pouco e ele continuava lá, simplesmente esperando um parecer do médico”, disse Helenisse.
Segundo a direção do Pronto Socorro, há uma baixa rotatividade nos leitos de UTI. São 15 vagas e 60% dos pacientes são idosos que costumam ficar internados por longo período.

“Em média, são 20 dias que um paciente desse leva em internação normal. Em terapia intensiva ele se prolonga mais. Então, ficamos 30 dias com o paciente”, disse Orlando Garcia, diretor geral do Pronto Socorro Municipal da 14 de março.

Helder Correa, pescador, passou por situação semelhante. O pai Nazareno Gomes Monteiro, de 51 anos, foi diagnosticado com câncer no esôfago e precisou de tratamento no hospital Ophir Loyola. O pescador diz que esperou um mês para a liberação do leito. O tratamento durou dois meses. Seu Nazareno não resistiu e morreu, antes de fazer a cirurgia, em maio do ano passado. (G1/PA)