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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

CHACINA DA ESTIVA: Incra nega que tenha assentado família assassinada na invasão da Estiva

Aos poucos o quebra cabeça está sendo montado sobre o caso da chacina de uma família inteira na invasão da Estiva, no município de Conceição do Araguaia, na divisa com Redenção, ocorrida na última terça-feira (17/02).

As primeiras informações citavam que a família assassinada - seis pessoas - fora assentada na Estiva sob determinação do Incra, e que os dois irmãos que ocupavam o lote de terra fora retirado do local por não morar na área.

O jornal A Notícia, edição desta sexta-feira (20/02), traz uma nota do chefe do Incra, em Conceição do Araguaia, Emivaldo Amâncio de Sousa, esclarecendo sobre o que foi citado.

Segundo a nota, a área ainda não possui a legalização do Incra. “O local tem Decreto de Desapropriação para fins de Reforma Agrária, e atualmente é ocupado por aproximadamente 50 famílias de trabalhadores rurais sem terras, mas ainda não é assentamento legalizado pelo Incra e o órgão ainda não realizou no local os cadastros de seleção de famílias para serem assentadas. A ocupação da Fazenda Estiva, a exemplos de outros imóveis, ocorre por conta dos próprios trabalhadores rurais sem terras”, disse Emivaldo. Ele informou ainda que não é verdade que o Incra tenha ordenado saída ou entrada de qualquer pessoa para ocupar lote na área. “A lista de pretensos beneficiados é feita e enviada ao Incra pela associação do local, e nenhuma das vítimas ou acusados constam na lista fornecida pela Associação”, explicou. (Fonte: Jornal A Notícia)