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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Empresário Moisés Carvalho, de Redenção, concede pela primeira vez entrevista à imprensa

“A crise existe, mas ela traz muitas oportunidades. Entendo que a crise no Brasil é mais política e de confiança do que econômica. O que falta é atitude do governo”, disse Moisés.
Moisés ajudou criar um dos maiores empreendimentos do Brasil

Esta semana, pela primeira vez, o empresário redencense Moisés Carvalho Pereira, concedeu entrevista à imprensa. O jornal A Notícia conseguiu, com exclusividade, o que muitos veículos de comunicação almejavam que era entrevistar o empresário do ramo da construção civil, hotelaria e loteamentos. Moisés falou de seus investimentos, economia nacional e política local (Redenção).

Durante a entrevista, que durou mais de duas horas, ele disse estar otimista com o mercado imobiliário, área que passou atuar desde o ano de 2003, após ter sido empresário de Redenção no ramo de comércio quando montou o Grupo NB, com lojas dos mais diversos seguimentos. 
“Acredito que em relação a conceito político, existirá uma Redenção antes e outra após o Iavé. Eu confio na gestão dele”, disse Moisés.
 Em Canaã serão construídas 600 cassas de um e dois pavimentos

A Notícia: O que você acha predominante para o crescimento da Buriti Imóveis, que nasceu em Redenção e hoje é uma das maiores do Brasil no seguimento de loteamento?

Moisés Carvalho: Nós buscamos trabalhar sempre de forma correta, sempre pensando no cliente, nossos loteamentos são entregues com completa infraestrutura. Priorizamos contribuir com as cidades onde atuamos. Preocupados com a saúde pública e meio ambiente, no Pará somos pioneiros em saneamento básico. Já instalamos rede e estação de tratamento de esgoto para mais de 200 mil habitantes em nossos loteamentos no Pará. Em 2015, nossas empresas lançaram mais de 20 mil lotes no Brasil.

A Notícia: Além da Buriti Imóveis, você agora também está no ramo da construção civil e já se desponta com grandes negócios, fale um pouco dessa experiência.

Moisés Carvalho: A AMEC e a VALLE são duas empresas que atuam no ramo da construção civil e agora em hotelaria. A AMEC, com apenas três anos de atividade, já construiu mais de 2.300 casas. Em Redenção, entregamos 800 casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. Em Parauapebas, construímos um condomínio fechado com 420 casas. Já a VALLE, com apenas cinco anos no mercado, já lançou 25 mil lotes, só em 2015 foram seis mil terrenos no Pará e no Maranhão. Primamos pela qualidade e eficiência na entrega das obras, e isso têm nos dado visibilidade e credibilidade.

A Notícia: Quais os projetos que a AMEC e a VALLE estão desenvolvendo no momento?

Moisés Carvalho: Em Salinas, a VALLE e a AMEC estão construindo um Hotel Resort com 320 apartamentos, investimento na ordem de R$ 180 milhões, com recursos próprios. A obra é para ser concluída em 30 meses. Em Canaã dos Carajás, a AMEC está trabalhando na construção de 600 casas e sobrados. O empreendimento de R$ 170 milhões é para ficar pronto em 17 meses; os recursos são da AMEC, em parceria com um fundo de investimento e as primeiras casas serão entregues até o final de maio deste ano.
  
A Notícia: Diante da crise de 2015 e do que se desenha para 2016, comprar imóvel continua sendo um bom negócio?

Moisés Carvalho: Imóvel é sempre um bom negócio, desde que a compra seja feita com o preço atrativo e de preferência em longo prazo. Nesse tipo de negócio, a localização é muito importante para que o investimento se mantenha valorizado.

A Notícia: Observamos que em momento de propagação de crise, suas empresas estão mostrando o contrário e surgindo com novos investimentos. Qual o seu conceito sobre crise econômica?

Moisés Carvalho: A crise existe, mas ela traz muitas oportunidades. Entendo que a crise no Brasil é mais política e de confiança do que econômica. O que falta é atitude do governo.

A Notícia: E os prejuízos da crise?

Moisés Carvalho: Na crise o dinheiro fica caro, mas as margens aumentam, basta você encontrar o negócio certo. O dinheiro some porque o investidor se retrai. Dessa forma os empreendedores ficam sem capital de giro para tocar seus negócios. No mundo, poucos países são tão atraentes como o Brasil, no entanto, existem riscos. Na crise o indicado é as empresas cortar despesas e não se endividar, principalmente em curto prazo. 

A Notícia: O que você indica para conviver com a crise e não ser afetado bruscamente?

Moisés Carvalho: Nos próximos 12 meses o mais indicado é pagar as dívidas de curto prazo para depois passar a investir. Os indicadores apontam que 2016 serão pior que 2015, então o mais prudente é enxugar para depois voltar a crescer.

A Notícia: Como você ver o potencial do Brasil diante da crise?

Moisés Carvalho: O Brasil é um dos países com maior potencial para produção de alimentos para o mundo, no entanto faltam infraestrutura e equilíbrio político. A bolsa de valores nunca esteve tão baixa. Com o aumento do dólar, hoje no Brasil nossos produtos em relação ao mundo só valem a metade. Podemos dizer que o Brasil é um continente e cada região tem seu perfil de economia diferente?
  
A Notícia: Moisés, mesmo você tendo grandes negócios em vários estados do Brasil, sempre esteve ajudando Redenção. O que te motiva?

Moisés Carvalho: Sou apaixonado por Redenção. Ajudei na eleição do Vanderlei Coimbra, e durante o primeiro mês de sua gestão estive três vezes na prefeitura, minha vontade era ajudar a por em prática um projeto de administração com a sociedade, com transparência das ações e prestação de contas em praça pública, o que não aconteceu; mas agora estou com a esperança que o prefeito Iavé vai realizar esse projeto. Já estive duas vezes com ele, após assumir o posto de prefeito, fiquei muito satisfeito com suas ideias.
 
A Notícia: E sobre o Vanderlei Coimbra?

Moisés Carvalho: Naquele momento (2012) a população via o Vanderlei como a melhor opção e lhe deu a expressiva votação. Ele tinha um bom coração, ele fez bastantes coisas por Redenção, mas o conjunto de sua equipe parecia não ter a experiência e concepção adequada para atender os anseios que Redenção precisava e precisa no momento.
  
A Notícia: O que você espera da gestão do Iavé nesses poucos meses que restam?

Moisés Carvalho: Conheço o Iavé desde o primeiro dia que ele chegou a Redenção. Sempre foi a mesma pessoa. Eu o conheci como gerente da Reimac. Ele nunca mudou sua personalidade. Acredito que em relação a conceito político, apesar de o tempo ser curto, existirá uma Redenção antes e outra após o Iavé. Eu confio na gestão dele.

A Notícia: Você está apoiando a gestão do Iavé?

Moisés Carvalho: Sim. Sempre apoiei todos os gestores. Eu apoio Redenção. Assisti várias entrevistas onde o Iavé falou de suas intenções como prefeito. Vejo que ele está no caminho certo em querer fazer uma gestão técnica, transparente e popular.  E é isso que Redenção precisa. Vejo que agora é a hora da sociedade abraçar essa gestão e ajudar a fazer a diferença.

(Fonte: Jornal A Notícia)