INFORMAÇÕES

Envie informações para o blog. WhatsApp 99193 6270 ou e-mail: otavioaraujo19@hotmail.com. Otávio Araújo é correspondente da Rádio Clube do Pará para o sul do Pará.

domingo, 13 de novembro de 2016

TRUMP: SOBRE A VITÓRIA DO IMPERIALISMO OU PRA FRENTE QUE AS MALAS BATEM

Por Gilberto Ribeiro Borges (Sociólogo/Geógrafo)

Chega ao fim às eleições estadunidense com a vitória do que há de mais reacionário da política nos EUA. A vitória de Trump um caricato da direita que remonta a década de 1960 representa a decadência da economia estadunidense. Ao não votar no Partido Republicano os democratas daria um continuísmo da era Clinton que foi rechaçada nos EUA. A política externa dos democratas a frente dos EUA seguiu com a derrubada de governos eleitos como o governo hondurenho, invasões mundo afora, principalmente, no Oriente Médio.

Com um discurso xenófobo, protecionista e de milagreiro da combalida economia interna o caricato Trump, conseguiu convencer mais pessoas a saírem de suas casas em busca de uma “alternativa” mais contundente para reaquecer urgentemente a produção industrial mesmo que para isso descumpra os acordos mundiais sobre os efeitos da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc.), na atmosfera por conta de suas fábricas.

E seguirá com a política dos democratas que defendem a permanência de tropas no Afeganistão e Iraque, seguir sua política desumana para Síria para derrubar o governo Bachar el-Assad, defender o governo sionista de Israel, enfim sua política de xerife do mundo. Não que tenhamos ilusões sobre a “democracia” estadunidense, e que a escolha de Republicano ou Democrata seria diferente, a máquina de guerra ianque sempre será mantida. A política império-militarista expressa interesses sistêmico da estrutura política e econômica dos EUA. O complexo industrial-militar representa as indústrias que teve guarida nas duas candidaturas. Nem republicanos ou democratas representam uma alternativa da classe trabalhadora para superação do declínio social, instabilidade social, pobreza e marginalização. Porém, a vitória de Trump acende um sinal de alerta em todo o mundo, pois suas propostas de governo afetarão diretamente autodeterminação dos povos pelo planeta afora.

Tempos difíceis. Trump, um ultranacionalista, reacionário, machista, fraudador, que diz que vai construir um muro para impedir a imigração latina, que usou mão de obra semiescrava em obras faraônicas. foi eleito presidente dos EUA. A direita comemora. O golpista Temer deve estar comemorando. Mas um aviso: enquanto houver desigualdades, injustiça e miséria haverá luta! As ocupações de escolas e universidades que varrem o Brasil são apenas exemplos disso. Vida que segue. Luta que segue.

Diante de tudo que assistimos ao logo do século XXI, faz-nos perceber que a humanidade tecnologicou-se, mas retroagiram-se no tempo, acredito que pelo fato de se ter na informática a rapidez para mudar, essa nova geração acha que em um tilintar de dedos poderá mudar um fim desta novela.


A democracia hoje está tão desacreditada que surge pra essa geração uma espécie que parecia em extinção, um Paquiderme Bolsonariano, que hoje é uma mistura de Al-Qaeda/Trump, e que em nome do falso moralismo familiar tem arrebanhado seguidores em todo Brasil, principalmente jovens dessa geração que ao invés de se preocupar com o futuro da nação, se preocupa em ficar caçando Pokémon um ser metafisico que retrata tudo o que os dominadores querem dominar essa geração pelo superficial, pela falta de conhecimento...