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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

TO: Fiscal permitia que frigorífico liberasse carne com tuberculose, diz decisão judicial

O fiscal do Ministério da Agricultura no Tocantins, Dagoberto Machado Prata, é apontado pela Polícia Federal como responsável por liberar alimentos contaminados e carne bovina com tuberculose em troca de propina. A informação está na decisão do juiz federal João Paulo Abe que autorizou a Operação Vegas, deflagrada na manhã desta quarta-feira (30), no Tocantins e em outros dois estados.

Os agentes estiveram em dois frigoríficos, Boi Forte (LKJ) e Minerva, em uma fábrica de gelatina, Gelnex e em outras nove empresas no estado. Eles procuravam documentos relacionados a operação. Dagoberto Machado Prata teve a prisão preventiva decretada. Além do recebimento de propina, ele também é suspeito de destruir provas após a primeira fase da Operação Lucas, que investiga as mesmas irregularidades.

De acordo com a investigação, Dagoberto teria recebido propina mensal no valor de R$ 50 mil e ainda R$ 5 mil de auxílio combustível do frigorífico Boi Forte (LKJ) para liberar carcaças de animais contaminados. O fiscal foi afastado das funções e teve a prisão preventiva decretada. 

De acordo com a coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Católica do Tocantins, Juliana Pieroni, a carne contaminada com tuberculose pode transmitir a doença para seres humanos. "O risco está no consumo da carne mal passada. A carne que está bem cozida mata estas bactérias", explicou ela. (G1/TO).