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segunda-feira, 11 de junho de 2018

EDITORIAL: “Santa Bola”, de Pelé a Neymar

Prof. Otávio Araújo

Por Prof. Otávio Araújo - Redenção (PA)

Conta a história que na década de 1880, o brasileiro Charles Miller – filho de pai escocês e mãe brasileira – que havia ido estudar na Inglaterra, retornou ao Brasil com uma bola nas mãos, dava assim início à introdução do futebol no Brasil. Outras histórias e estórias também são contadas sobre isso, mas vamos ficar com a de Charles Miller.

“A bola deveria ser canonizada”.

Nesta Copa do Mundo que será disputada na Rússia, a Rede Globo fez reportagens contando a história de cada um dos 23 jogadores que representarão o Brasil no Mundial. As histórias são sempre de superação e de pobreza das famílias dos atletas. A bola foi a responsável pela mudança financeira nas famílias.

“O futebol é o maior meio de inclusão social”.

A bola de futebol, além de ser a responsável pela mudança financeira nas famílias dos milhares de jogadores pelo mundo a fora, também é responsável pela mudança de cultura em vários países que investem no futebol para diminuir a violência.

“O governo investe pouco no esporte”.

Os Estados Unidos usaram a bola para inserir o futebol no país com o objetivo de diminuir a violência entre os jovens, e para isso levaram para lá jogadores consagrados como o brasileiro Pelé e o alemão Franz Beckenbauer, além de outros craques da época. Quem se lembra do Cosmo de Pelé? O resultado foi positivo.

“A bola ajuda a diminuir a violência”.

As famílias ricas colocam seus filhos para estudar para serem médicos e advogados, porém as famílias com pouco recurso apostam tudo nos filhos para que eles se tornem jogadores de futebol, assim mudar o futuro de suas famílias.

“A bola abre portas”.

A bola, além de salvar algumas famílias por meio de seus filhos jogadores, também é responsável pela receita do país, pois gera milhares de empregos diretos e indiretos, aquecendo a economia por onde a bola passa.

“A bola arruma até casamento”.

A bola não muda somente a vida dos atletas, muda também a vida de dirigentes, imprensa e de empresas que investe no futebol. Vou contar uma história daqui do Pará. O Coronel Nunes, oriundo da região de Santarém, oeste do estado do Pará, de presidente de liga de futebol para presidente da Federação Paraense de Futebol e chegou à presidência da Confederação Brasileira de Futebol. Coronel Nunes está na Rússia junto com a Seleção Brasileira. A bola ajuda ou não ajuda? A bola faz milagre ou não faz?