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O Gavião Kyikatejê, primeiro time indígena profissional do Brasil, escreveu mais um capítulo importante em sua história de 17 anos nesta terça-feira, dia 27. Jogando em casa, no Estádio Lúcio Antunes, em Bom Jesus do Tocantins, a equipe empatou por 0 a 0 com o Tesla no tempo normal e, com uma vitória por 4 a 3 nas cobranças de pênaltis, sagrou-se campeã da terceira divisão do Campeonato Paraense.Como finalistas da competição, Gavião Kyikatejê e Tesla já haviam garantido o acesso para a Série A2 do Parazão. Por ter feito a melhor campanha geral do torneio, o time do sudeste paraense pôde decidir o título diante de sua torcida, no estádio que fica na área urbana do município que abriga a Aldeia Kyikatêjê, localizada na Terra Indígena Mãe Maria.
Além de Zeca Gavião, o grupo conta com quatro atletas de origem indígena: os defensores Kritoi (Kryktyiti Jokakure), Amyn (Amiyarenti Japenpramti) e Krere (Jonkrepoipramre Andreia Joprikinire), além do meio-campista Kre (Krepramti Mpokinti).Origem do Gavião Kyikatejê
A história do clube começou em 2007, quando o povo Kyikatejê-Gavião adquiriu os direitos federativos do Castanheira Esporte Clube, agremiação amadora da vizinha Marabá. Já rebatizado como Gavião Kyikatejê, o time conquistou a Liga Marabaense em 2008 e deu início ao seu processo de profissionalização junto à Federação Paraense de Futebol no ano seguinte.





